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pouco da história da EA e também da evolução de suas tendências, até chegarmos à situação histórica atual. Longe de querer definir o que é certo ou errado, nossa intenção é a de contribuir, através da provisão de informações gerais, com o desenvolvimento da EA em Ribeirão Preto e região, e
conseqüentemente do Brasil |
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como um todo. Após o Histórico da EA, o qual discutiremos a seguir, será também abordada um pouco da Estrutura da EA no Brasil, no estado de São Paulo e em Ribeirão Preto, com a finalidade de mapear o desenvolvimento da EA no país. |
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No entanto, o leitor deve ser alertado que aquilo que está sendo disponibilizado aqui reflete o nosso conhecimento (que também é incompleto) e, acima de tudo, nossa postura ideológica, de maneira que diferenças podem ser encontradas de autor para autor ou ainda de instituição para instituição. |
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Esperamos que as informações encontradas lhe sejam úteis de alguma maneira, seja você um professor em busca de atualização sobre o tema, um aluno que está desenvolvendo algum trabalho para a escola ou simplesmente um cidadão que acessou esta página por curiosidade. Se as informações disponíveis aqui não forem suficientes, sugerimos abaixo alguns livros e links onde informações mais detalhadas podem ser acessadas.
1. Histórico da Educação Ambiental: principais marcos
históricos mundiais.
A Educação Ambiental (EA) surgiu oficialmente no âmbito internacional em 1972 durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada na cidade de Estocolmo, Suécia. Marco histórico para a questão ambiental global, foi a primeira conferência nesta escala a relacionar o homem ao ambiente onde está inserido, e foi o ponto de partida oficial para as discussões sobre questões ambientais que se sucedem e se intensificam até os dias de hoje. Durante esta conferência a EA foi pela primeira vez considerada um dos elementos mais críticos no contra ataque à crise ambiental, que à época já tomara dimensões mundiais.
Como resposta a uma recomendação da Conferência de Estocolmo, foi realizado em 1975, em Belgrado (atual Sérvia), o Workshop Internacional de Educação Ambiental, onde as metas e objetivos da EA e também seus princípios foram estabelecidos. Entretanto, foi apenas no ano de 1977 que a EA teve seus princípios norteadores e seu caráter interdisciplinar, crítico, ético e transformador, reconhecidos internacionalmente. Neste ano foi realizada a 1ª Conferência Intergovernamental em Educação Ambiental, organizada pela UNESCO em cooperação com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), conferência que é considerada o marco principal na história da EA mundial. Desta conferência saiu a Declaração de Tbilisi, um documento fortemente baseado nos princípios estabelecidos em Belgrado e que até hoje são referência para o desenvolvimento de políticas relacionadas à EA no mundo todo.
Em termos de conteúdo, a EA surgiu refletindo, como dito acima, o momento histórico do movimento ambientalista. Fazendo-se uma retrospectiva à década de 70, percebe-se que este movimento era predominantemente preservacionista e conservacionista, enfocando, portanto, a necessidade de preservação e conservação de áreas naturais (áreas florestais, rios, lagos, praias, etc). Assim, a EA surgiu como um apoio a este tipo de discurso, se concretizando principalmente através de lições sobre o mundo natural, usando como "passaporte", na educação formal, a Biologia, Ecologia e Geografia. Epistemologicamente, a EA se baseava fundamentalmente na provisão de informações |
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relativas ao mundo natural, era predominantemente passiva, reproduzia uma visão fragmentada de mundo e por vezes se apoiava em um romantismo na tentativa de trazer resultados benéficos ao meio ambiente.
Com o mesmo objetivo, diversas outras práticas foram desenvolvidas como, por exemplo, os trabalhos realizados em áreas naturais, onde então os conceitos relativos principalmente à Biologia, Ecologia e Geografia eram trabalhados in loco, na expectativa de se desenvolver não só os fundamentos e as técnicas experimentais destas ciências, mas também o respeito em relação com tais áreas. Da mesma forma, esta estratégia era extremamente informacional, reproduzindo um conceito fragmentado de meio ambiente (reduzindo-o a áreas naturais), e muito comumente apelava ao romantismo, na tentativa de desenvolver um senso de responsabilidade quanto às áreas naturais em geral. Ademais, este tipo de abordagem corria um risco muito grande de se tornar fatalista, ou seja, de tratar da inevitabilidade da destruição das áreas naturais, gerando no público uma sensação de impotência frente à questão e, portanto, criando um resultado oposto ao desejado: imobilidade individual e frustração.
A década de 80 testemunhou uma mudança fundamental no movimento ambientalista global e, por conseqüência, nas próprias abordagens da EA. Com o surgimento da idéia de "Desenvolvimento Sustentável" (no ano de 1980) durante a conferência "Estratégia Mundial de Conservação" (organizada pelo PNUMA e as organizações não governamentais WWF -Fundo Mundial para a Natureza- e UICN -União Mundial para a Conservação-), a noção de interdependência entre sistemas (naturais, construídos e sociais) ganhou momento, sendo reforçada sete anos mais tarde com o lançamento do relatório Nosso Futuro Comum, pela comissão de Bruntland, que definiu desenvolvimento sustentável como sendo "Desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades". Este conceito foi finalmente sacramentado e popularizado em 1992 durante a "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento", ou como nós a chamamos por aqui, a Eco-92.
Retornando então à EA, houve também uma resposta a esta mudança de discurso do movimento
ambientalista, que deixava então de ser simplesmente conservacionista e preservacionista para se envolver mais com questões básicas de desenvolvimento.
Atualmente, o movimento busca uma forma que equilibre desenvolvimento econômico com desenvolvimento sócio-ambiental, ou seja, que tenha como seu objetivo a
construção permanente de qualidade de vida para todos os seres vivos e também
para as futuras
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gerações. A divulgação mundial desta nova abordagem se deu na "Conferência Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Consciência Pública para a Sustentabilidade", realizada na cidade de Tessalônica, na Grécia em 1997, que introduziu oficialmente a idéia do desenvolvimento de um tipo de educação que seja orientada para a sustentabilidade.
Em termos de conteúdo, subjacente a essa mudança, vieram as mudanças de conceito de meio ambiente, que deixava então de ser limitado ao meio natural e passava a incluir também o meio construído e o meio social. Desta forma, não só o homem é reintroduzido em seu meio, mas também as relações sociais produzidas por ele. A EA passa então a ser o estudo deste meio, na busca de se encontrar uma forma de equilíbrio entre estes fatores, objetivando a geração de qualidade de vida para todos. Neste momento, a EA deixa de ser domínio exclusivo de Biólogos, Geógrafos e Ecólogos, e passa a ser pertinente a todas as profissões (Antropólogos, Sociólogos, Arquitetos, Engenheiros, etc.), pois a construção de um modelo de desenvolvimento que seja sustentável tocará a vida de todos.
Em termos de métodos, este novo discurso vai além daqueles vistos anteriormente (informação, trabalhos lúdicos com ênfase sensitiva, etc), pois se orienta para o desenvolvimento de comprometimento e habilidades nas pessoas como cidadãs e profissionais para lidar com a questão ambiental, e é voltada à ação. Epistemologicamente falando, a Educação para o Desenvolvimento Sustentável visa a formação de emancipação, de democracia e de cooperação, para que consigamos através de práticas éticas trazer resultados que sejam benéficos ao meio ambiente.
Algumas obras auxiliaram na composição deste texto, e são também boas referências para o estudo do tema tratado:
Obras nacionais (Em português):
DIAS, G.F. Educação Ambiental: princípios e práticas. 5ª Edição. São Paulo: Editora Gaia. 1998.
GRÜN, M. Ética e Educação Ambiental: a conexão necessária. 2ª Edição. Campinas: Papirus Editora, 2000.
MEC/COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. A implantação da Educação Ambiental no Brasil. 1ª Edição. Brasília, DF, 1998.
PADUA, S.M. e TABANEZ, M.F. Educação Ambiental: caminhos trilhados no Brasil. Brasília: Ipê- Instituto de Pesquisas Ecológicas, 1997.
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Obras Internacionais
(em Inglês):
HUCKLE, J. and STERLING,
S. Education for sustainability. London: Earthscan Publications
Ltd, 1996.
PALMER, J. Environmental Education
in the 21st century:
theory, practice, progress and
promise. London: Routledge. 1998.
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2. Estrutura da Educação Ambiental no Brasil, no
estado de São Paulo e em Ribeirão Preto.
A Educação Ambienta (EA) passou a crescer de forma perceptível no país principalmente após a Eco-92, quando aumentaram, em grande escala, as iniciativas na esfera não formal de ensino, assim como o número de teses de graduação, mestrado e doutorado. Quatro grandes fóruns nacionais já foram realizados, e em 1999 a EA ganhou credibilidade após a sanção, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, da Lei de Política Nacional de Educação Ambiental (Lei Federal nº 9.795), lei que está no momento passando pelo processo de regulamentação.
Dos Fóruns Nacionais nasceu a REBEA - Rede Brasileira de Educação Ambiental, que é uma rede de trabalho formada por "nós" estaduais, que são por sua vez formadas por "nós" municipais. A Rede Paulista de EA, sediada em São Paulo, está também em seu processo de criação.
Educação Ambiental em Ribeirão
Preto:
A Educação Ambiental (EA) na cidade de Ribeirão Preto é desenvolvida por iniciativas governamental, privada, de ONGs e também individual. Ainda em estágio de organização e acontecendo de maneira muito isolada, a EA na cidade começou a acontecer de forma mais sistematizada a partir do ano de 2000, onde iniciativas como a realização do 1º Encontro de Educação Ambiental pela ONG Associação Cultural e Ecológica Pau Brasil e a criação de um grupo independente de Estudos em EA começaram a reunir os principais atores envolvidos.
Ainda em fase inicial, a EA em Ribeirão Preto tende a crescer, como conseqüência dessas iniciativas e outras que vêm se somar a elas, como, por exemplo, a criação desta página pela IBIRÉ, com a intenção de compartilhar informações relativas à EA e a assuntos ambientais em geral. Também, a realização do Encontro de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, já em sua segunda versão, permite o reconhecimento e maiores contatos entre instituições e indivíduos que desenvolvem trabalhos em EA na cidade, fomentando assim a troca de experiências e aumentando as possibilidades de parceria e, portanto, o trabalho realizado na cidade como um todo.
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Dentro do âmbito governamental, destacamos o trabalho realizado pelo Centro de Apoio à Educação Ambiental da Divisão de Planejamento e Educação Ambiental da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, localizado no Bosque Municipal do Morro do São Bento. O centro trabalha a EA através de "Visitas Monitoradas" e "Visitas Temáticas", que são visitas pré-agendadas de grupos escolares ao Bosque Municipal. Também, o centro estabeleceu uma parceria com a Secretaria Municipal da Educação, que resultou na implantação do "Centro de Formação Continuada de Professores na temática Ambiental". Além disso, a Divisão de Educação Ambiental é também responsável pelo projeto Dodourado, projeto de EA que tem como foco o Rio Pardo e é direcionado para o Ensino Fundamental das redes estadual, municipal e particular dos 24 municípios que integram o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pardo
(CBH-Pardo).
Dentro da iniciativa privada, apontamos aqui os trabalhos desenvolvidos pelo Consórcio Ribeirão Verde, que estruturou e mantém o Centro de Educação Ambiental do Ribeirão Verde (CEARV), localizado no Complexo Ribeirão Verde, nordeste de Ribeirão Preto. Sob a responsabilidade do Biólogo Ronaldo Munenori Endo, o CEARV já existe há mais de cinco anos e atua tanto diretamente junto à comunidade quando junto às escolas do bairro. Sua atuação na esfera formal visa desenvolver metodologias e experiências pedagógicas através da formação continuada de professores, que culminem na elaboração de propostas curriculares que contemplem questões sócio-ambientais. Na esfera não-formal, O CEARV desenvolve diversas oficinas e cursos voltados à comunidade local, projetos de arborização urbana, trilhas educativas na Reserva Mata Legal, além de manter uma companhia infantil de teatro ecológico.
As ONGs que trabalham com EA em Ribeirão Preto são a Associação Cultural e Ecológica Pau Brasil, que tem como destaque a organização do 'Encontro de Educação Ambiental para a Sustentabilidade' e também as atividades "No Meio da Praça" e, a partir de janeiro de 2001, a Sociedade IBIRÉ de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, com a proposta de promover a EA nas esferas formal, não formal e informal, em Ribeirão Preto e região.
Finalmente, como iniciativa individual em trabalhos em EA ressaltamos o trabalho de Daniel Fonseca de Andrade, que atua como Consultor em algumas instituições da cidade. Um dos exemplos de atuação pode ser visto na "Comunidade Infantil Ana e Joaquim e Colégio Viktor Frankl" uma escola infantil localizada na Avenida do Café, 1295, em Ribeirão Preto. |
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Para saber mais sobre os trabalhos desenvolvidos por cada uma destas
instituições, entrar
em contato direto através dos endereços abaixo. Para saber mais sobre os
projetos desenvolvidos pela IBIRÉ, clicar em Nossos
Projetos.
| Centro de
Apoio à Educação Ambiental do Bosque Municipal do Morro do São
Bento:
Local: Bosque Municipal de Ribeirão
Preto – Rua: Liberdade, s/nº - CEP 14085- 250
Tel: 610.4275 |
| Projeto
Dodourado – Vamos salvar o Rio Pardo
Fone: (16) 636.2715 – Ramal: 213 /
Fax: (16) 610.4275
Responsável pelo projeto: Ecólogo
Perci Guzzo
Endereço eletrônico: perciguzzo@netsite.com.br |
| Associação
Cultural e Ecológica Pau Brasil
Rua Lafaiete, 629 – Centro –
Ribeirão Preto, SP – CEP: 14015-080
Tel: 635.1163
Site: www.ongpaubrasil.cirp.usp.br |
| Centro de
Educação Ambiental Ribeirão Verde
Tel: 99925701
Responsável pelo Centro: Biólogo Ronaldo Munenori Endo |
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Alguns links Brasileiros
interessantes sobre Educação Ambiental:
Ministério do Meio
Ambiente: www.mma.gov.br
Centro de referências em
Educação Ambiental: www.geocities.com/cream_br
Instituto Ecoar para
Cidadania: www.ecoar.org.br
Rede Paulista de Educação Ambiental: www.repea.org.br
/ ecoar@ecoar.org.br
Rede brasileira de Educação Ambiental: www.rebea.org.br
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